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sexta-feira, 21 de março de 2008

Peixe Ensopado

Hoje é Sexta – Feira Santa. Dia de ficar em casa, com a família. Momento de reflexão sobre a paixão de Cristo. Por ser uma católica de verdade, respeito muito esse dia. Inclusive de me abster de comer carne vermelha. Por isso, um peixinho vai bem. Fui para casa da minha irmã e lá degustamos uma ensopado de peixe com legumes, que estou postando aqui. Foi feito meio a “olho”, como dizem algumas experientes da cozinha. O peixe escolhido pode ser qualquer um de couro, o qual deve ser cortado em pedaços, bem temperados com sal, muito alho e limão. Cortei também rodelas de batata, cenoura, cebola e bastante tomates maduros. Primeiro refoguei mais alho e cebola no azeite, com um pouco de molho de tomate.Fui alternando camadas de peixe e legumes. Experimento o sal, ponho uma pimentinha.Depois de cozido, cebolinha e salsinha. Na hora lembrei de colocar azeitona preta, mas não tinha. Meu ensopado ficou bem simples, mas super leve e gostoso. Hoje também á mesa, o famoso peixe no “trisco”, que é um costume originado dos índios. Minha amiga Márcia é que trouxe o peixe assado, ela simplesmente adorou a idéia. Um importante detalhe, não se deve retirar as escamas, para que ele não desmanche e nem colocar tempero algum. Á parte, faça um delicioso vinagrete, com salsinha e cebolinhadireito a uma pimentinha se é do gosto. E pronto! Você retira os pedaços do peixe e mergulha nos potinhos de vinagrete, ou simplesmente põe no prato e coloca o molho por cima. e assim, se delicie com esse costume prático dos índios, sendo que eles pegam pequenos pedaços e passam apenas em um pouco de sal. Confesso aqui, que eu sempre viajo para as aldeias dos índios Karajá, que moram às margens do Rio Araguaia, portanto, aprendi essa forma de comer peixe ao natural com eles.

Delícia de Abacaxi

Na volta de Palmas, passamos pela cidade de Miranorte, uma cidade a qual uma das fontes de renda é o plantio de abacaxi, uma fruta que eu adoro. Os vendedores ficam nas barracas à beira da BR 153. É difícil até escolher, com tanto abacaxi! lá você experimenta e sai super satisfeita. Pela fartura, o preço é baixo, então aproveitei para comprar um monte. Para não deixar perder, resolvi fazer essa delícia aqui. Para o creme utilizei: 1 lata de leite condensado 1 ½ lata de leite comum 3 gemas 2 colheres de sopa de maisena Para o doce: 2 abacaxi cortados em cubos ( corte 05 rodelas finas para enfeitas) 3 colheres de sopa de açúcar 1/2 xícara de chá de água Cobertura: 1 pacote de 200 ml de creme de leite 3 claras 3 colheres de sopa de açúcar refinado Côco fresco ralado a gosto Modo de Preparar: Em uma panela, misture os ingredientes do creme. Leve ao fogo mexendo até obter um creme.Reserve. Leve ao fogo o abacaxi e deixe cozinhar bem.Reserve. Depois de bater as claras em ponto de neve, adicione o açúcar, continue a bater e acrescente o creme de leite. Bata mais um pouco. Em uma forma refratária, despeje o doce de abacaxi bem escorrido. Em seguida, coloque o creme. Por último a cobertura de creme de leite. Espalhe coco fresco por cima. Você pode decorar a gosto, inclusive com cerejinhas e folhas de hortelã. Nesta, resolvi fazer umas florzinhas do próprio abacaxi, pra ficar mais original e porque também não tinha outra opção. Por fim, Leve à geladeira até que fique firme.

Gente ando meio sumida não é? É que a correria de trabalho anda muito grande. A semana passada viajei para Palmas, fui representar a FUNAI na Universidade Federal do Tocantins, no lançamento das Cartilhas Pedagógicas dos índios Apinajé, de autoria do Professor-Doutor em Lingüística – Francisco Edvirges. Resultado de um trabalho feito com a alma, para apoio pedagógico á educação indígena Apinajé. Eu acompanho este projeto desde o início e sou testemunha ocular da dedicação desse professor na condução e organização desse projeto. E o mais interessante, é que as cartilhas foram construídas pelos próprios índios, desde a escolha dos desenhos, pinturas, capa e tradução literal. Os livros ensinam sobre História, Geografia, Matemática, Ciências, Narrativas e Cânticos e Receitas Medicinais. É gratificante ver a essência dessa ação, que busca contribuir de modo significativo para a revitalização da língua e da cultura desse povo, dentro de uma proposta diferenciada e inter-cultural, para atender as necessidades dos índios na garantia e manutenção da língua materna, que é um dos seus maiores patrimônio . Olha só, dentro do contexto da língua indígena, não há distinção de gêneros, por essa razão e outras, esse povo enfrenta dificuldades na questão lingüística, pois a maioria deles é bilíngüe. Uma coisa é certa, os índios precisam manter a sua língua, na sua forma oral e escrita, mas, também torna-se necessário o uso da nossa língua, como forma de integração.